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RFP Anti AI

Prompt

Como evitar que as consultorias de software utilizem Inteligência Artificial, para responder um questionário de RFP, com foco em Desenvolvimento de Software?

Abacus

Você não consegue impedir 100% que uma consultoria use IA para redigir respostas de RFP (é fácil e barato de ocultar). O que dá para fazer é reduzir o incentivo, aumentar a chance de detecção e, principalmente, mudar o RFP para medir capacidade real (e não qualidade de texto).

Abaixo vão estratégias práticas, organizadas por objetivo.

1) Troque “perguntas genéricas” por “perguntas que exigem evidência”

IA responde muito bem a perguntas amplas (“descreva sua metodologia ágil”). Ela responde muito pior quando você pede provas verificáveis e detalhes específicos.

Como fazer no questionário:

  • Exigir exemplos reais com:
    • arquitetura (diagrama + rationale),
    • trade-offs assumidos,
    • principais incidentes/bugs e como foram resolvidos,
    • métricas (lead time, frequência de deploy, MTTR, cobertura de testes, taxa de falha em mudança).
  • Pedir artefatos (com dados sensíveis anonimizados):
    • Definition of Done, templates de histórias, checklist de PR, política de branching,
    • exemplo de plano de testes, estratégia de observabilidade, runbook.
  • Pedir nomes e papéis (e exigir que essas pessoas participem das próximas etapas):
    • tech lead, arquiteto, security champion, devops/SRE, QA.
  • Pedir estimativas com premissas:
    • “estime X” + “liste 10 premissas e riscos” + “o que invalidaria sua estimativa”.

2) Inclua “provas ao vivo” (onde IA não salva)

Se a sua decisão depende do que vai acontecer no projeto, faça o fornecedor demonstrar competência em tempo real.

Etapas recomendadas:

  • Entrevista técnica com o time que vai entregar (não só pré-vendas).
  • Workshop de arquitetura (60–120 min) em cima de um caso seu:
    • modelagem de domínio, decisões de integração, estratégia de dados, escalabilidade, segurança, LGPD.
  • Sessão de “debug/incident review”:
    • dê um cenário de produção (latência, fila travando, erro intermitente) e peça abordagem.
  • Code review simulado:
    • entregue um PR fictício e peça para identificar riscos e sugerir melhorias.
  • Mini case (time-boxed):
    • entregáveis pequenos: desenho + backlog inicial + plano de releases + critérios de aceite.

Essas dinâmicas tornam irrelevante se o texto do RFP foi “polido” por IA.

3) Use perguntas “anti-clichê” (contextuais e específicas)

Evite perguntas que geram respostas “de manual”. Prefira cenários.

Exemplos de perguntas melhores:

  • “Como vocês lidam com requisitos que mudam semanalmente sem destruir previsibilidade? Mostre como ficam ritos, métricas e contrato.”
  • “Em um monólito legado com deploy mensal, qual seria seu plano de 90 dias para aumentar frequência de deploy? Detalhe marcos e riscos.”
  • “Como vocês definem limites de domínio e ownership quando há múltiplos squads e dependências?”
  • “Mostre um exemplo de política de logs/PII e como garantem conformidade LGPD no ciclo de dev.”

4) Coloque cláusulas de divulgação (mais eficaz que “proibir”)

Proibir “uso de IA” é difícil de fiscalizar e pode virar guerra de gato e rato. Muitas empresas hoje aceitam IA, mas exigem transparência e responsabilidade.

Opções de política:

  • Opção A — Permitir com disclosure: fornecedor declara se usou IA generativa, quais ferramentas e quais controles (não envio de dados do cliente, revisão humana, etc.).
  • Opção B — Proibir para conteúdos do RFP: exige atestado, mas é menos realista.
  • Opção C — Proibir inserir dados do cliente em ferramentas públicas: costuma ser o mais importante (risco de confidencialidade).

Cláusulas úteis no RFP (rascunho):

  • Declaração/atestado de que:
    • (i) não foram inseridas informações confidenciais do cliente em ferramentas de IA externas,
    • (ii) as respostas foram revisadas por responsável técnico humano,
    • (iii) o fornecedor mantém trilha de auditoria interna (quando aplicável).
  • Direito de auditoria (limitado e razoável) para verificar processo, se houver suspeita.
  • Vinculação ao time: “as pessoas apresentadas/entrevistadas deverão compor o time mínimo; troca exige aprovação”.

5) Faça checagens que expõem “resposta bonita, mas vazia”

  • Consistência cruzada: crie perguntas que se referem a respostas anteriores (“com base na sua estratégia de testes descrita acima, como isso se aplica ao caso X?”).
  • Pequenas contradições intencionais: uma pergunta com restrição (“sem Kubernetes”, por exemplo). Respostas genéricas frequentemente ignoram.
  • Janela curta + perguntas customizadas: reduz tempo para “montar narrativa perfeita”.

6) Dê peso maior para evidências do que para texto

No scoring do RFP, aumente peso de:

  • demonstrações e workshops,
  • referências checadas (ligação com clientes, perguntas técnicas),
  • amostras de entregáveis,
  • capacidade do time (currículo + entrevista) e estabilidade (turnover).

E reduza peso de “metodologia”, “valores”, “visão”, etc. (onde IA brilha).


Recomendações finais (pragmáticas)

  • Se o seu medo é “IA mentir/embelezar”: o antídoto é evidência verificável + prova ao vivo.
  • Se o medo é “vazamento de dados”: foque em proibir inserir dados do cliente em IA pública e exigir controles.
  • Se você realmente quer “zero IA”: aceite que será difícil de fiscalizar; compense com entrevistas/workshops obrigatórios e cláusulas de responsabilização.

Se você quiser, eu posso:

  • reescrever um conjunto de 20–30 perguntas de RFP “anti-genéricas” para desenvolvimento de software, baseado no seu contexto (stack, tipo de produto, criticidade, integração, compliance),
  • e montar um modelo de matriz de avaliação (pesos + critérios) para minimizar respostas “de marketing”.

Prompt

Sim, pode montar o conjunto de perguntas “anti-genéricas” para desenvolvimento de software

Abacus

Para criar um questionário de RFP que neutralize respostas genéricas de IA, o segredo é sair do “O que você faz?” e entrar no “Como você resolveu isso especificamente?” e “Como você prova que sabe fazer?“.

Abaixo, organizei as perguntas em blocos temáticos. Elas foram desenhadas para exigir que um especialista humano (Tech Lead ou Arquiteto) pare para pensar e buscar evidências internas.

Bloco 1: Engenharia e Qualidade de Código

O objetivo aqui é fugir do “seguimos Clean Code” e focar em processos reais de governança.

  1. Gestão de Débito Técnico: Descreva o processo de identificação, priorização e pagamento de débito técnico em seus projetos atuais. Como vocês negociam com o Product Owner (PO) a alocação de tempo para refatoração vs. novas funcionalidades?
  2. Code Review e Padrões: Anexe um exemplo (anonimizado) de um checklist de Code Review utilizado por seus times. Como vocês garantem que os padrões de arquitetura definidos no início do projeto estão sendo seguidos após 6 meses de desenvolvimento?
  3. Estratégia de Testes: Em vez de citar a “Pirâmide de Testes”, detalhe: qual a sua política para testes de integração em ambientes com muitas dependências externas? Como vocês lidam com flaky tests (testes que falham intermitentemente)?
  4. Métricas de Engenharia: Quais métricas de performance de time (ex: DORA Metrics ou SPACE) vocês coletam nativamente? Apresente um dashboard real (com dados ofuscados) de um projeto similar ao nosso.

Bloco 2: Arquitetura e Decisões Técnicas

IA é ótima em teoria, mas ruim em explicar o “porquê” de escolhas difíceis.

  1. Trade-offs de Arquitetura: Descreva uma situação em que o time teve que escolher entre duas tecnologias ou padrões (ex: Microserviços vs. Monólito Modular). Quais foram os critérios de decisão e, olhando para trás, o que fariam diferente?
  2. Segurança por Design: Como vocês garantem que segredos (chaves de API, senhas) não sejam commitados no repositório? Descreva o fluxo de remediação caso uma vulnerabilidade crítica seja detectada em uma biblioteca de terceiros em produção.
  3. Observabilidade: Descreva a estratégia de logs e rastreamento (tracing) que vocês implementam. Como o time diferencia um “alerta crítico” de um “ruído” para evitar a fadiga de alertas?
  4. Escalabilidade: Explique como vocês testam o limite de carga da aplicação antes de um evento de pico (ex: Black Friday ou lançamento). Quais ferramentas usam e como interpretam os resultados?

Bloco 3: Agilidade e Gestão de Produto

Foco em como a consultoria lida com o caos e a incerteza, não apenas no Scrum Guide.

  1. Gestão de Dependências: Em um cenário onde o seu squad depende de uma API de outro fornecedor que está atrasada, qual é o protocolo de escalonamento e como vocês mitigam o impacto no cronograma?
  2. Definition of Done (DoD): Forneça o DoD real de um projeto atual. Como vocês garantem que “Done” inclua documentação, segurança e critérios de acessibilidade?
  3. Refinamento Técnico: Como o time técnico participa da escrita das histórias de usuário? Descreva o processo de quebra de uma funcionalidade complexa em entregas menores e testáveis.
  4. Turnover e Conhecimento: Qual foi a taxa de turnover técnico nos últimos 12 meses nos times de desenvolvimento? Como vocês garantem que a saída de um desenvolvedor sênior não resulte em perda de conhecimento crítico do nosso negócio?

Bloco 4: DevOps e Cultura de Entrega

Perguntas que exigem detalhes de infraestrutura e automação.

  1. Pipeline de CI/CD: Descreva o fluxo completo de um commit desde a máquina do desenvolvedor até a produção. Quais são os “gates” automáticos e manuais? Quanto tempo dura esse ciclo em média?
  2. Gestão de Ambientes: Como vocês garantem a paridade entre os ambientes de Desenvolvimento, Homologação e Produção? Vocês utilizam Infraestrutura como Código (IaC)? Se sim, quais ferramentas?
  3. Post-Mortem: Anexe um exemplo de um relatório de Post-Mortem (análise de causa raiz) de um incidente real ocorrido em um de seus clientes. Como a cultura de “não culpabilização” (blameless) é aplicada na prática?

Bloco 5: Desafio Prático (O “Pulo do Gato”)

Este bloco deve ser respondido em um formato específico para dificultar o uso de prompts simples.

  1. Cenário de Conflito: “Temos um requisito legal que precisa entrar em produção em 15 dias, mas o time técnico afirma que a arquitetura atual precisa de 30 dias de refatoração para suportar isso com segurança.” Peça para o Tech Lead que será alocado ao projeto gravar um vídeo de 3 minutos ou escrever uma nota técnica explicando a estratégia de contorno.
  2. Análise de Repositório: “Se abrirmos o repositório de um projeto atual de vocês agora, o que encontraríamos em termos de documentação técnica (README, ADRs, Swagger)?” (Peça prints de tela).

Dicas para a Avaliação:

  • O “Cheiro” da IA: Respostas que usam muitos adjetivos (“robusto”, “escalável”, “sinergia”, “ponta a ponta”) sem citar nomes de ferramentas, versões ou exemplos de problemas reais são fortes candidatas a terem sido geradas por IA.
  • A Prova Real: No edital, deixe claro que qualquer afirmação feita no questionário poderá ser objeto de demonstração ao vivo na etapa de Shortlist. Se eles disserem que usam “TDD com 90% de cobertura”, peça para ver o relatório de cobertura de um projeto no dia da entrevista.
  • Penalização: Estabeleça que respostas puramente teóricas (que apenas explicam o conceito da tecnologia em vez da aplicação dela) receberão nota zero.

Você gostaria que eu elaborasse uma tabela de pesos para essas perguntas, definindo o que seria uma “Resposta Nota 10” vs. uma “Resposta Gerada por IA”?

Prompt

Sim

Abacus

Para diferenciar uma resposta técnica real de uma “alucinação” ou texto genérico de IA, você deve avaliar a densidade de evidências e a especificidade.

Abaixo, apresento uma matriz de avaliação com os critérios de pontuação e exemplos comparativos para o seu comitê de seleção.

Matriz de Avaliação: Humano Especialista vs. IA Generativa

Critério Resposta Nota 0 a 3 (Provável IA / Comercial) Resposta Nota 8 a 10 (Especialista Real)
Nível de Abstração Teórica e conceitual. Explica “o que é” a metodologia (ex: “O TDD garante qualidade”). Prática e aplicada. Explica “como fazemos aqui” (ex: “Usamos Jest e impomos um gate de 80% no CI”).
Uso de Ferramentas Cita categorias de ferramentas ou nomes muito óbvios (ex: “Usamos nuvem e CI/CD”). Cita a stack específica, versões e integrações (ex: “Terraform com módulos customizados no Azure DevOps”).
Trade-offs Apresenta apenas o lado positivo. Tudo é “perfeito”, “ágil” e “escalável”. Admite dificuldades, riscos e escolhas difíceis (ex: “Optamos por NoSQL, mas sofremos com a consistência eventual”).
Evidências Promessas de que “seguem as melhores práticas do mercado”. Anexos, prints, nomes de métricas reais e exemplos de projetos passados.
Vocabulário Adjetivos vagos: “robusto”, “sinergia”, “ponta a ponta”, “disrupção”, “alinhamento”. Verbos de ação e termos técnicos: “provisionar”, “refatorar”, “mockar”, “latência de p99”, “dead-letter queue”.

Exemplos Comparativos para Treinar seu Avaliador

Para ilustrar, veja como as duas inteligências (a humana e a artificial) responderiam à mesma pergunta do seu RFP:

Pergunta: “Como vocês garantem a qualidade do código e lidam com débito técnico?”

  • Resposta Típica de IA (Nota 2):

    “Nossa consultoria preza pela excelência técnica. Utilizamos as melhores práticas de Clean Code e revisões de pares para garantir um código robusto e escalável. O débito técnico é monitorado constantemente e priorizado em nossos backlogs de sprint, garantindo que a dívida técnica não comprometa a agilidade do projeto a longo prazo. Focamos em entregar valor com alta qualidade.”

    • Por que é nota baixa? Não disse como monitora, qual ferramenta usa, quem decide a prioridade e não deu nenhum exemplo de um débito real que resolveu.
  • Resposta de um Tech Lead Real (Nota 10):

    “Utilizamos o SonarQube integrado ao pipeline do GitHub Actions, com um Quality Gate que bloqueia o merge se a cobertura de testes novos for inferior a 80% ou se houver Security Hotspots. Sobre o débito técnico: reservamos 20% da capacidade de cada sprint para ‘Enabling Tasks’. Um exemplo real: no projeto [Cliente X], identificamos que a latência estava subindo devido a consultas N+1 no ORM. Registramos isso no Jira como débito técnico, apresentamos o impacto de custo de infraestrutura ao PO e realizamos a refatoração na Sprint 4, reduzindo o tempo de resposta em 300ms.”

    • Por que é nota alta? Citou ferramentas específicas, deu uma métrica clara (20%), explicou um problema técnico real (consultas N+1) e o resultado obtido.

Tabela de Pesos Sugerida para o Score Final

Se você estiver usando uma planilha de avaliação, recomendo esta distribuição de pesos para garantir que a capacidade técnica sobressaia ao “marketing”:

Categoria Peso O que observar no Score
Bloco 1: Engenharia e Qualidade 25% Rigor técnico e automação (provas de CI/CD e Testes).
Bloco 2: Arquitetura e Decisões 20% Capacidade analítica (justificativa de escolhas e trade-offs).
Bloco 3: Agilidade e Gestão 15% Realismo operacional (como lidam com atrasos e turnover).
Bloco 4: Provas Vivas / Workshops 30% Eliminatório. Performance em tempo real sem auxílio externo.
Bloco 5: Referências de Clientes 10% Validação com terceiros sobre o que foi escrito no papel.

Dica de Ouro: O “Campo de Controle”

Adicione uma pergunta propositalmente estranha ou muito específica ao seu negócio no meio do questionário, como: “Como sua estratégia de branching (Gitflow/Trunk-based) se adaptaria caso nosso ambiente de homologação fique indisponível por 48h devido a uma migração de legado?”

A IA tentará dar uma resposta genérica de “manter a calma e comunicar”. Um humano técnico dirá: “Nesse caso, teríamos que criar mocks para as APIs do legado ou usar flags de funcionalidade (Feature Toggles) para não travar o desenvolvimento, mas o deploy ficaria retido na branch de integração.”

Próximo passo: Você quer que eu gere um modelo de cláusula contratual que vincule as respostas técnicas do RFP ao contrato final, para que eles possam ser penalizados se a entrega não seguir o que foi “prometido” (ou gerado por IA)?

Prompt

Sim

Abacus

Para garantir que o “brilho” das respostas do RFP (sejam elas geradas por IA ou por um time de pré-vendas de elite) se traduza em realidade na execução, você precisa de ancoragem jurídica.

Abaixo, apresento uma sugestão de cláusulas para incluir no seu Contrato de Prestação de Serviços de Software. O objetivo é transformar o questionário de RFP em um anexo técnico vinculante.


Cláusulas de Vinculação Técnica e Responsabilidade

Cláusula 1: Da Natureza Vinculante das Respostas do RFP

1.1. O Questionário de Resposta Técnica (Anexo X), preenchido pela CONTRATADA durante a fase de seleção (RFP), é parte integrante e indissociável deste Contrato. 1.2. A CONTRATADA declara que todas as capacidades técnicas, metodologias, ferramentas e níveis de automação descritos no Anexo X estão disponíveis e serão aplicados integralmente na execução do projeto. 1.3. Qualquer divergência entre a prática observada na execução e as respostas fornecidas no RFP será considerada descumprimento contratual, sujeitando a CONTRATADA às sanções previstas na Cláusula de Penalidades.

Cláusula 2: Da Autoria e Veracidade das Informações

2.1. A CONTRATADA garante que as respostas técnicas fornecidas foram validadas por profissionais de nível Sênior ou Especialista que compõem seu quadro efetivo. 2.2. Caso tenha sido utilizada Inteligência Artificial Generativa para a redação das respostas, a CONTRATADA assume total responsabilidade técnica e civil pelo conteúdo, garantindo que as afirmações não são “alucinações” ou promessas desprovidas de capacidade operacional real. 2.3. A inserção de dados confidenciais da CONTRATANTE em ferramentas de IA públicas durante o processo de resposta ou execução do projeto é terminantemente proibida, configurando violação grave de sigilo.

Cláusula 3: Da Garantia de Qualidade e “Gate” de Saída

3.1. A CONTRATADA obriga-se a manter os padrões de engenharia declarados (ex: cobertura de testes de X%, análise estática de código sem vulnerabilidades críticas, etc.). 3.2. A CONTRATANTE reserva-se o direito de realizar auditorias técnicas (Code Reviews e Security Scans) a qualquer tempo. Caso os padrões entregues sejam inferiores aos prometidos no RFP, a CONTRATADA deverá remediar o código em até [X] dias, sem ônus adicional para a CONTRATANTE e sem impacto no cronograma.

Cláusula 4: Da Substituição de Pessoal Chave

4.1. Os profissionais apresentados como “Lideranças Técnicas” ou “Arquitetos” durante o processo de RFP e entrevistas devem atuar efetivamente no projeto por, no mínimo, [90] dias. 4.2. A substituição desses profissionais só poderá ocorrer por motivo de força maior e o novo profissional deverá possuir qualificação técnica igual ou superior, sujeita à aprovação prévia e entrevista técnica por parte da CONTRATANTE.


Estratégia de Penalização (SLA Técnico)

Além das cláusulas, você pode vincular uma parte do pagamento (ex: 10% da fee mensal ou do milestone) ao cumprimento de SLAs de Engenharia baseados no que eles prometeram no RFP:

  • Exemplo de Gatilho de Multa: “Se a CONTRATADA afirmou no RFP que entrega 80% de cobertura de testes, e a auditoria mensal detectar que a cobertura real é de 50%, haverá uma retenção de 5% do valor da fatura do mês corrente até a regularização.”

Como apresentar isso no RFP?

Para afastar consultorias que estão apenas “usando o ChatGPT para ganhar o bid”, adicione este aviso logo na primeira página do questionário:

“Atenção: Todas as respostas técnicas deste questionário serão anexadas ao contrato final. A incapacidade de demonstrar na prática as metodologias e ferramentas aqui descritas será considerada quebra de contrato. Não responda com capacidades que seu time não possa sustentar tecnicamente em uma sessão de live-coding ou auditoria de código.”

Isso geralmente faz com que o time comercial da consultoria chame o time técnico para revisar o texto antes de enviar, o que já resolve 80% do problema do uso indevido de IA.

Você gostaria que eu gerasse um checklist de auditoria para você usar no primeiro mês de projeto e validar se eles estão cumprindo o que escreveram?

Prompt

Sim

Abacus

Este checklist foi desenhado para ser aplicado na “Sprint 0” ou no final do primeiro mês de contrato. Ele serve para confrontar as promessas do RFP com a realidade do repositório e do dia a dia do time.

Se a consultoria usou IA para “enfeitar” as respostas, as lacunas aparecerão aqui.

Checklist de Auditoria Técnica (Pós-RFP)

1. Governança e Qualidade de Código

  • Análise Estática: O SonarQube (ou similar) está configurado? O Quality Gate está bloqueando o pipeline em caso de falha ou é apenas informativo?
  • Cobertura de Testes: A cobertura real bate com o percentual prometido? (Peça para rodar o relatório de cobertura na sua frente).
  • Code Review: Abra 3 Pull Requests aleatórios. Há comentários técnicos reais ou apenas “LGTM” (Looks Good To Me)? Os revisores são os seniores prometidos?
  • Documentação: Existe um arquivo README.md atualizado, um CONTRIBUTING.md e, principalmente, registros de decisões arquiteturais (ADRs)?

2. DevOps e Automação

  • Pipeline CI/CD: O deploy em homologação é 100% automatizado ou depende de alguém “rodar um script” ou “ajustar algo no console”?
  • Infraestrutura como Código (IaC): Se prometeram Terraform/CloudFormation, peça para ver onde o estado da infraestrutura está armazenado.
  • Gestão de Segredos: As chaves de API e senhas estão em um Vault (AWS Secrets Manager, HashiCorp Vault) ou estão “hardcoded” em arquivos de configuração/variáveis de ambiente do CI?

3. Segurança e Compliance

  • Análise de Dependências: Existe alguma ferramenta (Snyk, Dependabot, OWASP Dependency-Check) rodando para identificar bibliotecas vulneráveis?
  • Dados Sensíveis: No ambiente de desenvolvimento/homologação, os dados são anonimizados ou estão usando um dump da produção? (Risco grave de LGPD).

4. Gestão e Agilidade

  • Métricas DORA: O time consegue extrair agora o Deployment Frequency e o Lead Time for Changes? Se prometeram gestão por métricas, isso deve estar pronto.
  • Backlog Técnico: Existem tarefas de “Débito Técnico” ou “Refatoração” criadas no Jira/Azure DevOps, ou o backlog só tem funcionalidades de negócio?
  • Ritos: Participe de uma Daily. O time discute impedimentos técnicos ou é apenas um “status report” para o gerente?

Como conduzir a “Blitz Técnica” (A Prova Real)

Não avise com muita antecedência. Marque uma agenda de 1 hora chamada “Alinhamento de Padrões de Engenharia” e peça para o Tech Lead da consultoria compartilhar a tela e mostrar:

  1. O Pipeline de CI/CD executando.
  2. O Dashboard de Qualidade (SonarQube/Snyk).
  3. O Repositório de Código (mostrando o histórico de commits e PRs).

Sinais de Alerta (Red Flags):

  • “Ainda estamos configurando”: Se prometeram que já possuíam esses processos maduros no RFP, eles deveriam estar rodando desde o dia 1.
  • “O especialista que sabe disso não está na call”: No RFP eles garantiram que o time alocado teria esse conhecimento.
  • Respostas defensivas: Se o time técnico da consultoria parecer surpreso com as exigências, significa que o time de Vendas/IA escreveu o RFP sem consultar quem realmente está codando.

Conclusão da Estratégia

Ao unir o Questionário Anti-IA, a Cláusula Contratual e este Checklist de Auditoria, você cria um cerco onde:

  1. A consultoria tem medo de mentir (Contrato).
  2. A consultoria não consegue enrolar com termos genéricos (Questionário).
  3. A consultoria é pega na execução caso tenha prometido o que não entrega (Checklist).

Precisa de ajuda para redigir o e-mail de convocação para essa auditoria ou quer detalhar algum ponto específico de uma stack (ex: Java, React, Python)?

Prompt

Sim. A stack é Java, com Spring Boot, JPA, API RESTful, API First, Swagger, Angular como Frontend e banco de dados PostgreSQL.

Abacus

Com essa stack específica (Java/Spring Boot/Angular/Postgres), o potencial para respostas genéricas de IA é altíssimo, pois há muita documentação pública sobre isso. Para “pegar” a consultoria, precisamos de perguntas que foquem em configuração fina, performance e segurança real.

Aqui está o Checklist de Auditoria Técnica e as Perguntas de Filtro customizadas para essa stack:

1. Perguntas de Filtro (Para o Questionário de RFP)

  • API First & Swagger: “Como vocês garantem que o contrato do Swagger/OpenAPI está sincronizado com a implementação? Vocês utilizam geração de código a partir do contrato (Code Generation) ou a documentação é gerada a partir do código? Justifique a escolha com base na manutenção do contrato por múltiplos times.”
    • O que esperar: Uso de plugins como openapi-generator-maven-plugin ou bibliotecas como SpringDoc. Se disserem “fazemos manual”, é um sinal de alerta para erro humano.
  • JPA & Postgres Performance: “Como o time monitora e evita o problema de N+1 selects e o uso excessivo de Eager Loading em entidades complexas? Como vocês lidam com a paginação de grandes volumes de dados no Postgres para evitar consumo excessivo de memória na JVM?”
    • O que esperar: Menção a EntityGraphs, Join Fetch, DTO Projections e o uso de Pageable do Spring Data.
  • Spring Boot Security: “Descreva a estratégia de segurança para as APIs. Como é feita a validação do JWT e como vocês implementam o RBAC (Role-Based Access Control) de forma que não polua os controllers com anotações repetitivas?”
    • O que esperar: Uso de Spring Security, Method Security (@PreAuthorize), e possivelmente um GlobalExceptionHandler para tratar erros de acesso.
  • Angular State Management: “Para o frontend em Angular, em que situações vocês optam por usar NGRX/NGXS vs. BehaviorSubjects em serviços? Como garantem que a aplicação não sofra com memory leaks ao destruir componentes que possuem subscrições ativas?”
    • O que esperar: Menção a OnDestroy, takeUntil(notifier), ou o uso do async pipe no HTML.

2. Checklist de Auditoria (A “Blitz” no Código)

Marque uma call e peça para ver os seguintes arquivos/configurações:

No Backend (Java/Spring Boot):

  • pom.xml / build.gradle: Verifique se existem dependências de segurança atualizadas e se não há bibliotecas “mortas” ou vulneráveis.
  • application.yml: Veja se as credenciais do Postgres estão protegidas por variáveis de ambiente ou se estão em texto puro (erro grave).
  • Tratamento de Exceções: Peça para ver o @ControllerAdvice. Ele retorna mensagens amigáveis ou está expondo o stack trace do Java para o cliente (risco de segurança)?
  • Migrations: Eles estão usando Flyway ou Liquibase para gerenciar o esquema do Postgres? (Se alterarem o banco na mão, a consultoria é imatura).
  • Logs: Verifique se os logs estão estruturados (JSON) e se não estão logando dados sensíveis (PII) como senhas ou CPFs.

No Frontend (Angular):

  • Interceptors: Existe um HttpInterceptor centralizado para injetar o token JWT e tratar erros 401/403?
  • Guards: As rotas protegidas possuem CanActivate guards ou a segurança é apenas “esconder o botão”?
  • Lazy Loading: O app-routing.module.ts utiliza Lazy Loading para os módulos? (Essencial para performance em Angular).
  • Linting: O projeto possui ESLint configurado com regras rígidas?

3. Modelo de E-mail para Convocação da Auditoria

Este e-mail deve ser enviado ao Gestor da Consultoria com cópia para o Tech Lead deles:

Assunto: Alinhamento Técnico e Validação de Padrões de Engenharia – Projeto [Nome]

Olá [Nome do Gestor],

Conforme previsto nas cláusulas de qualidade do nosso contrato e nas respostas fornecidas no questionário de RFP, gostaríamos de realizar uma sessão de alinhamento técnico no dia [Data].

O objetivo é validar a configuração inicial da stack (Java/Spring/Angular) e garantir que os padrões de excelência prometidos (API First, Cobertura de Testes, Segurança) estão devidamente configurados no ambiente de desenvolvimento.

Agenda da sessão (60 min):

  1. Demonstração do Pipeline de CI/CD (Build, Testes e Deploy).
  2. Review da estrutura do projeto Java (Configuração de JPA, Security e Swagger).
  3. Review da arquitetura Angular (Módulos, Guards e Interceptors).
  4. Visualização do dashboard de qualidade (SonarQube/Snyk).

Pedimos que o Tech Lead responsável pelo projeto conduza a apresentação compartilhando o código real e as ferramentas de monitoramento.

Atenciosamente, [Seu Nome]


O que isso resolve?

Se a consultoria usou IA para dizer que são “especialistas em API First e alta performance com Postgres”, mas na hora da call o desenvolvedor não sabe o que é um Flyway ou não configurou o Lazy Loading no Angular, você tem a prova material de que a proposta foi enganosa.

Isso te dá poder de negociação para exigir a troca do time ou aplicar as multas contratuais que desenhamos anteriormente.

Deseja que eu detalhe algum cenário de erro comum nessa stack para você questionar durante a call? Por exemplo, como eles lidam com transações distribuídas ou cache?

RFP Form 2

Prompt

Elabore um questionário detalhado de RFP (Request for Proposal) para avaliar 5 fornecedores de software com base nos seguintes critérios técnicos e de qualidade:

1. Alinhamento com as Tecnologias Definidas:
. Quais tecnologias são suportadas pela solução proposta?
. Como a solução se integra às nossas tecnologias existentes (APIs, bancos de dados, etc.)?
. Quais são os requisitos de infraestrutura para a solução?

2. Definição da Arquitetura de Solução:
. Descreva a arquitetura geral da solução proposta.
. Como a solução é escalável e flexível para atender a demandas futuras?
. Quais são os principais componentes da solução e como eles interagem?

3.Segurança e Compliance:
. Quais medidas de segurança são implementadas para proteger os dados dos usuários e garantir a conformidade com regulamentações relevantes (LGPD, GDPR, etc.)?
. Como a solução previne e responde a incidentes de segurança?
. Quais certificações ou padrões de segurança a solução adere (ISO 27001, etc.)?

4. Arquitetura de Dados:
. Descreva o modelo de dados utilizado pela solução.
.Como os dados são armazenados, processados e transferidos?
. Quais são as políticas de retenção e exclusão de dados?

5. Requisitos Não-Funcionais:
. Quais são as métricas de performance esperadas (tempo de resposta, throughput, etc.)?
. Como a solução atende a requisitos de usabilidade, acessibilidade e internacionalização?
. Quais são as estratégias para garantir a disponibilidade e a recuperação de desastres?

6. Estratégia de Implementação:
. Descreva o plano de implementação proposto, incluindo cronograma e marcos importantes.
. Quais são os principais riscos associados à implementação e como eles serão mitigados?
. Como será realizada a transferência de conhecimento para a equipe interna?

7. Operação e Sustentação:
. Quais são os requisitos para a operação e manutenção contínua da solução?
. Como serão tratados os problemas e solicitações de mudança após a implementação?
. Quais são os planos para atualizações e melhorias futuras?

8. Análise de Riscos:
. Identifique os principais riscos associados à solução proposta e como eles serão mitigados.
. Quais são os planos de contingência em caso de falhas críticas ou outros cenários adversos?

9. Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Software:
. Descreva o processo de desenvolvimento de software utilizado pelo fornecedor.
. Quais são as práticas de garantia de qualidade implementadas durante o ciclo de vida de desenvolvimento?
. Como são tratados os testes, a revisão de código e a integração contínua?

Fique à vontade para adicionar tópicos que achar importantes.

Por favor, forneça respostas detalhadas para cada um desses pontos, incluindo exemplos e referências a normas ou melhores práticas quando aplicável. O objetivo é avaliar a capacidade do fornecedor de entregar uma solução de software de alta qualidade, performance, confiabilidade e segurança.

Abacus (GPT – 5.1)

Questionário de RFP – Avaliação Técnica e de Qualidade de Fornecedores de Software

Abaixo está um modelo de questionário estruturado para ser enviado aos 5 fornecedores.
Ele está organizado por seções, com perguntas detalhadas, espaço esperado de resposta e, quando útil, exemplos e referências a normas/boas práticas.

Sugestão de uso:

  • Mantenha as perguntas como estão e, se quiser, acrescente uma coluna numa planilha para “Peso” e outra para “Nota (0–5)” por fornecedor.
  • Adapte termos entre colchetes [] à realidade da sua empresa (ex.: [stack atual], [SLA desejado], etc.).

1. Alinhamento com as Tecnologias Definidas

1.1 Tecnologias suportadas

  • Liste todas as tecnologias, linguagens, frameworks, bancos de dados e serviços de nuvem suportados pela solução, indicando o papel de cada uma.
    • Exemplo de resposta esperada:
      • Backend: Java 17 (Spring Boot), Node.js 20
      • Frontend: React 18, Angular 16
      • Banco de dados: PostgreSQL 15, MongoDB 7
      • Cloud: AWS (EKS, RDS, S3), Azure (AKS, Azure SQL)

1.2 Integração com tecnologias existentes

  • Descreva como a solução se integra às tecnologias atuais da nossa organização, incluindo:
    • APIs REST/GraphQL existentes (mecanismo de autenticação, versionamento, formatos de payload, etc.)
    • Bancos de dados legados (ex.: Oracle, SQL Server, mainframe)
    • Ferramentas de mensageria (ex.: Kafka, RabbitMQ)
    • Ferramentas de monitoramento (ex.: Prometheus, Grafana, Datadog, New Relic)
  • Indique padrões e protocolos utilizados (ex.: REST, gRPC, Webhooks, JMS, AMQP, OAuth 2.0, OpenID Connect, SAML).
  • Forneça exemplos de projetos anteriores em que vocês realizaram integrações semelhantes.

1.3 Requisitos de infraestrutura

  • Detalhe os requisitos de infraestrutura para a solução:
    • Capacidade de servidores (CPU, memória, armazenamento, rede)
    • Dependências de sistema operacional e middleware (ex.: Linux, Windows Server, Nginx, Istio, Service Mesh)
    • Requisitos específicos de nuvem (AWS, Azure, GCP ou on-premises)
  • Indique se há suporte a:
    • Contêineres (Docker)
    • Orquestração (Kubernetes, OpenShift)
    • Infraestrutura como código (Terraform, Ansible, CloudFormation)

1.4 Aderência ao nosso stack alvo

  • Explique o grau de aderência da solução ao nosso stack preferencial ([descrever brevemente o stack preferencial na RFP, se houver]) e os impactos de eventuais divergências (ex.: necessidade de equipe especializada, curva de aprendizado, licenciamento).

2. Definição da Arquitetura de Solução

2.1 Arquitetura geral da solução

  • Descreva a arquitetura em alto nível, incluindo:
    • Padrão arquitetural (ex.: monolito modular, microserviços, event-driven, hexagonal, clean architecture)
    • Camadas principais (apresentação, negócio, dados, integração)
  • Anexe diagramas de arquitetura (C4 model – Context, Container, Component – se possível).

2.2 Escalabilidade e flexibilidade

  • Explique como a solução escala horizontal e/ou verticalmente.
  • Descreva mecanismos de:
    • Balanceamento de carga
    • Auto-scaling (ex.: HPA em Kubernetes)
    • Particionamento/sharding de dados, caching (Redis, CDN etc.)
  • Indique como a solução suporta:
    • Crescimento no número de usuários
    • Aumento de volume de dados
    • Adição de novos módulos/funcionalidades sem afetar o core (modularidade, design orientado a domínio – DDD, por exemplo).

2.3 Componentes e interações

  • Liste os principais componentes/microserviços da solução e descreva:
    • Responsabilidades
    • Interfaces expostas (APIs, filas, tópicos de eventos)
    • Protocolos de comunicação (HTTP/HTTPS, gRPC, mensageria)
  • Descreva dependências externas (serviços de terceiros, gateways de pagamento, provedores de login etc.) e como são tratadas falhas (timeouts, retries, circuit breaker – ex.: Resilience4j, Istio).

2.4 Padrões e boas práticas arquiteturais

  • Indique quais padrões e boas práticas são adotados (ex.: 12-Factor App, SOLID, DDD, CQRS, Event Sourcing) e como são aplicados na solução proposta.

3. Segurança e Compliance

3.1 Medidas de segurança e conformidade (LGPD, GDPR, etc.)

  • Descreva as medidas de segurança técnica e organizacional adotadas:
    • Criptografia em trânsito (TLS 1.2+; uso de HTTPS obrigatório; HSTS)
    • Criptografia em repouso (ex.: AES-256 em bancos e storage)
    • Gestão de identidades e acessos (IAM, RBAC/ABAC, MFA)
    • Segregação de ambientes (desenvolvimento, homologação, produção)
  • Explique como a solução suporta requisitos da LGPD/GDPR, incluindo:
    • Registro de tratamento de dados pessoais
    • Consentimento e revogação
    • Relatórios para titulares (portabilidade, acesso, correção, exclusão)
    • Minimização de dados e privacy by design/by default

3.2 Prevenção e resposta a incidentes de segurança

  • Detalhe o processo de gestão de incidentes:
    • Detecção e monitoramento de ameaças (SIEM, IDS/IPS, WAF)
    • Tempo médio de detecção e resposta (MTTD/MTTR)
    • Fluxo de comunicação de incidentes com o cliente (SLA de notificação, canais)
  • Indique se existe um plano formal de resposta a incidentes (IRP) alinhado a boas práticas como NIST SP 800-61.

3.3 Certificações e padrões de segurança

  • Liste certificações e auditorias relevantes, como:
    • ISO 27001, ISO 27017, ISO 27018
    • SOC 2 (Type I / II)
    • PCI-DSS (se aplicável)
  • Descreva a abrangência dessas certificações (serviço, data center, empresa inteira).
  • Informe a frequência de auditorias e se relatórios podem ser compartilhados sob NDA.

3.4 Desenvolvimento seguro (Security by Design)

  • Explique como práticas de desenvolvimento seguro são incorporadas, por exemplo:
    • OWASP Top 10, OWASP ASVS
    • Revisão de segurança de código, SAST/DAST, análise de dependências (SCA)
    • Treinamentos de segurança para desenvolvedores.

4. Arquitetura de Dados

4.1 Modelo de dados

  • Descreva o modelo de dados em alto nível, incluindo:
    • Tipos de bancos utilizados (relacional, NoSQL, time series, data lake)
    • Principais entidades/tabelas e relacionamentos críticos
  • Indique se há alinhamento com padrões de modelagem (ex.: 3FN, Data Vault, dimensional – star/snowflake).

4.2 Armazenamento, processamento e transferência de dados

  • Explique como os dados são:
    • Armazenados (bancos, storage em nuvem, formatos – JSON, Avro, Parquet)
    • Processados (batch, near real-time, streaming – ex.: Kafka, Spark, Flink)
    • Transferidos entre componentes e para sistemas externos (ETL/ELT, APIs, integrações).
  • Descreva mecanismos de:
    • Anonimização/pseudonimização
    • Máscara de dados em ambientes não produtivos
    • Logs e trilhas de auditoria (quem acessou o quê, quando).

4.3 Políticas de retenção e exclusão de dados

  • Descreva:
    • Regras de retenção de dados (por tipo: dados transacionais, logs, backups)
    • Mecanismos e prazos para exclusão/anonimização de dados pessoais ou sensíveis, em conformidade com LGPD/GDPR
    • Como é implementado o direito ao esquecimento.

4.4 Qualidade e governança de dados

  • Indique ferramentas e processos para garantir qualidade de dados:
    • Validações, regras de integridade, deduplicação
    • Catálogo de dados, dicionário de dados
  • Cite se existe governança formal de dados (Data Steward, Data Owner, comitê de dados, políticas documentadas).

5. Requisitos Não-Funcionais

5.1 Performance

  • Informe as métricas de performance alvo para a solução em cenários realistas, por exemplo:
    • Tempo de resposta p95 / p99 por tipo de operação
    • Throughput (requisições por segundo, transações por minuto)
  • Descreva metodologia de testes de performance e carga (ferramentas como JMeter, Gatling, k6 etc.) e compartilhe resultados ou benchmarks de projetos similares, se possível.

5.2 Usabilidade, acessibilidade e internacionalização

  • Explique como a solução aborda:
    • Usabilidade (testes com usuários, UX research, design system, guidelines)
    • Acessibilidade, com referência a normas (ex.: WCAG 2.1 AA) e recursos implementados (teclado, leitores de tela, contraste, legendas)
    • Internacionalização (i18n/l10n): suporte a múltiplos idiomas, formatação de datas, moedas, fuso horário.

5.3 Disponibilidade e recuperação de desastres

  • Indique o nível de disponibilidade oferecido (por exemplo, 99,5%, 99,9%) e como é alcançado (multi-AZ, cluster redundante, failover automático).
  • Descreva o plano de recuperação de desastres (DRP):
    • RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective)
    • Mecanismos de backup e restore, testes periódicos de recuperação
    • Estratégia de alta disponibilidade (HA), redundância de componentes críticos.

5.4 Manutenibilidade e extensibilidade

  • Descreva práticas que facilitam manutenção e evolução da solução:
    • Modularidade, padrões de projeto, documentação técnica e de código
    • Cobertura de testes automatizados
    • Políticas de versionamento de APIs (semver, depreciação programada).

6. Estratégia de Implementação

6.1 Plano de implementação e cronograma

  • Apresente um plano de implementação detalhado contendo:
    • Fases (ex.: discovery, desenho de solução, desenvolvimento, testes, go-live, hypercare)
    • Marcos (milestones) e entregáveis principais
    • Estimativa de esforço por fase (homem-horas ou homem-dias) e duração total do projeto.

6.2 Gestão de riscos de implementação

  • Identifique os principais riscos da implementação (ex.: dependência de terceiros, complexidade de integrações, mudança organizacional) e apresente plano de mitigação para cada um.
  • Descreva sua abordagem de gestão de riscos (matriz de riscos, revisões periódicas, comitês de decisão).

6.3 Transferência de conhecimento

  • Explique como será realizada a capacitação da equipe interna:
    • Treinamentos (presenciais/online), workshops práticos, sessões gravadas
    • Documentação entregue (manuais de operação, guias de arquitetura, runbooks)
    • Plano de handover no final do projeto (quantidade de horas de shadowing / suporte reforçado).

6.4 Modelo de gestão de projeto

  • Descreva o framework de gestão de projeto utilizado (ex.: Scrum, Kanban, SAFe, PMBOK) e como será feita a governança com o cliente:
    • Frequência de reuniões de status
    • Indicadores de progresso (burn-down, earned value, etc.)
    • Ferramentas (Jira, Azure DevOps, Trello, MS Project).

7. Operação e Sustentação

7.1 Operação e manutenção contínua

  • Detalhe o modelo de suporte oferecido:
    • Horário de atendimento (8×5, 24×7)
    • Canais (portal, e-mail, telefone, chat)
    • SLAs por tipo de incidente (crítico, alto, médio, baixo).

7.2 Tratamento de problemas e mudanças

  • Descreva o processo de:
    • Registro, triagem e resolução de incidentes (ITIL Incident Management)
    • Gestão de problemas recorrentes (Problem Management)
    • Gestão de mudanças (Change Management) – uso de CAB, janelas de manutenção, rollback plan.

7.3 Atualizações, patches e roadmap de produto

  • Explique a política de:
    • Atualizações corretivas (bugfix, patches de segurança)
    • Atualizações evolutivas (novas funcionalidades)
  • Informe:
    • Frequência de releases
    • Como as atualizações são comunicadas e planejadas com o cliente
    • Se existe roadmap público ou compartilhável e participação do cliente em priorização.

7.4 Monitoramento e observabilidade

  • Descreva como são monitorados:
    • Logs, métricas, traces distribuídos
    • Dashboards e alertas (ferramentas e exemplos)
  • Indique se há suporte a conceitos de observabilidade (tracing, correlation IDs, SLOs/SLIs).

8. Análise de Riscos

8.1 Principais riscos da solução

  • Liste os principais riscos técnicos, de negócio e operacionais da solução proposta, por exemplo:
    • Dependência de tecnologia proprietária
    • Vendor lock-in (nuvem, banco de dados específico)
    • Complexidade regulatória
  • Para cada risco, indique:
    • Probabilidade
    • Impacto
    • Ações de mitigação propostas.

8.2 Planos de contingência

  • Descreva os planos de contingência para:
    • Falhas críticas de infraestrutura (indisponibilidade de data center, problemas generalizados de nuvem)
    • Falhas de componentes centrais da solução
    • Indisponibilidade do próprio fornecedor (ex.: problemas financeiros, aquisição, saída de mercado).

8.3 Continuidade de negócios (BCP)

  • Informe se existe um plano de continuidade de negócios (Business Continuity Plan) formal, alinhado a normas como ISO 22301, e como ele se relaciona aos serviços prestados.

9. Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Software

9.1 Processo de desenvolvimento de software

  • Descreva o SDLC adotado:
    • Modelos (ágil, híbrido, cascata)
    • Ritos (sprints, dailies, reviews, retrospectives)
    • Definição de pronto (Definition of Done) e de iniciado (Definition of Ready).

9.2 Garantia de qualidade (QA)

  • Explique as práticas de QA utilizadas:
    • Tipos de testes (unitários, integrados, funcionais, regressão, segurança, performance, usabilidade)
    • Cobertura de testes automáticos (métrica alvo, ex.: mínimo 70% de cobertura unitária em módulos críticos)
    • Ambiente(s) de teste e práticas de homologação com o cliente.

9.3 Testes, revisão de código e integração contínua

  • Detalhe o processo de:
    • Revisão de código (code review, pair programming, pull requests)
    • Integração contínua/entrega contínua (CI/CD):
      • Ferramentas (ex.: GitLab CI, GitHub Actions, Azure DevOps, Jenkins)
      • Gate de qualidade (build, testes automatizados, análise estática, verificação de vulnerabilidades)
    • Gestão de branches (GitFlow, trunk-based, etc.).

9.4 Gestão de requisitos e mudanças funcionais

  • Descreva como são gerenciados requisitos ao longo do projeto:
    • Ferramentas (Jira, Azure DevOps Boards, etc.)
    • Processo de priorização (Product Owner, comitês de priorização)
    • Controle de escopo e de backlog.

10. Equipe, Experiência e Referências (tópico adicional recomendado)

10.1 Composição da equipe

  • Descreva a equipe que será alocada:
    • Papéis (arquitetos, desenvolvedores, QA, DevOps, analistas de negócios, gestor de projeto)
    • Senioridade e experiência média por função.

10.2 Experiência em projetos similares

  • Liste pelo menos 3 casos de uso/projetos similares em escopo e complexidade, com:
    • Setor de atuação do cliente
    • Escala (número de usuários, volume de dados)
    • Principais desafios e como foram superados.

10.3 Referências de clientes

  • Forneça contatos ou depoimentos de clientes (quando possível) que possam ser consultados para validar a experiência e qualidade do fornecedor.

11. Modelo Comercial e Contratual (opcional, não-técnico, mas útil)

11.1 Modelo de licenciamento e custos

  • Descrever o modelo de licenciamento (SaaS, on-prem, híbrido, assinatura por usuário/módulo/uso etc.) e os principais componentes de custo.

11.2 SLAs e penalidades

  • Apresentar os SLAs propostos (disponibilidade, tempo de atendimento e solução) e penalidades em caso de não cumprimento.

Se quiser, posso no próximo passo:

  • Transformar este questionário em uma planilha (com colunas de peso/nota) ou
  • Adaptar o conteúdo para um documento formal de RFP (com introdução, escopo, instruções de envio, critérios de avaliação e pontuação).

 

Prompt

Adaptar o conteúdo para um documento formal de RFP

Abacus

MODELO DE RFP – SOLUÇÃO DE SOFTWARE

(Adaptado em formato de documento formal – pronto para copiar/colar em Word ou PDF)


1. Apresentação

A [NOME DA EMPRESA] convida fornecedores qualificados de soluções de software a apresentarem propostas em resposta a esta Request for Proposal (RFP), com o objetivo de selecionar um parceiro capaz de entregar uma solução de alta qualidade, performance, confiabilidade e segurança, alinhada às necessidades de negócio e à arquitetura tecnológica da organização.

Este documento descreve o escopo, os requisitos técnicos e não-técnicos, bem como as instruções para preparação e submissão das propostas.


2. Objetivo da RFP

O objetivo desta RFP é:

  • Avaliar e comparar até 5 fornecedores de software com base em critérios técnicos, de qualidade, segurança, operação e modelo comercial;
  • Selecionar o fornecedor que apresentar a melhor combinação de:
    • Aderência técnica à nossa arquitetura e stack tecnológico;
    • Robustez em segurança, privacidade e compliance (incluindo LGPD/GDPR);
    • Capacidade de entrega e histórico comprovado;
    • Modelo de sustentação, evolução e suporte;
    • Condições comerciais competitivas.

3. Escopo da Solução

A solução objeto desta RFP deverá, em linhas gerais:

  • Atender aos requisitos funcionais e não-funcionais definidos pela [NOME DA EMPRESA];
  • Integrar-se com sistemas e plataformas já existentes (APIs, bancos de dados, mensageria, monitoramento etc.);
  • Atender a requisitos de segurança da informação, proteção de dados pessoais e compliance regulatório;
  • Possibilitar operação contínua, monitoramento, manutenção e evolução de forma sustentável;
  • Ser escalável e flexível para suportar futuras demandas de negócio e volume.

Detalhes técnicos específicos serão descritos nas seções de requisitos a seguir.


4. Instruções Gerais aos Proponentes

4.1. Partes envolvidas
  • Contratante: [NOME DA EMPRESA]
  • Contato principal (RFP): [NOME / E-MAIL / TELEFONE]
4.2. Cronograma indicativo
  • Publicação da RFP: [DATA]
  • Prazo para envio de dúvidas: [DATA]
  • Resposta consolidada às dúvidas: [DATA]
  • Prazo limite para submissão das propostas: [DATA]
  • Período de análise e avaliação: [DATA–DATA]
  • Apresentações/demonstrações (se aplicável): [DATA–DATA]
  • Comunicação do fornecedor selecionado: [DATA]

(As datas acima são indicativas e podem ser ajustadas pela Contratante.)

4.3. Formato e envio da proposta
  • A proposta deve ser enviada em formato eletrônico (PDF ou DOCX), para o e-mail: [E-MAIL PARA ENVIO];
  • O assunto do e-mail deve conter: “RFP – Solução de Software – [NOME DO FORNECEDOR]”;
  • A proposta deve conter, no mínimo:
    • Carta de apresentação e resumo executivo;
    • Respostas estruturadas a todas as seções de requisitos desta RFP;
    • Informações sobre o fornecedor, equipe e experiência;
    • Proposta comercial detalhada;
    • Condições contratuais relevantes.
4.4. Idioma
  • A proposta deverá ser apresentada em português. Documentos de apoio em inglês poderão ser aceitos, desde que acompanhados de resumo em português.
4.5. Dúvidas e esclarecimentos
  • Todas as dúvidas deverão ser enviadas por escrito para [E-MAIL DE CONTATO];
  • As respostas serão consolidadas e compartilhadas com todos os participantes, preservando a confidencialidade dos proponentes.
4.6. Confidencialidade
  • As informações contidas nesta RFP são confidenciais e não poderão ser compartilhadas com terceiros sem autorização prévia por escrito da [NOME DA EMPRESA];
  • Recomenda-se que o fornecedor identifique, em sua proposta, eventuais informações confidenciais.

5. Critérios de Avaliação

A avaliação das propostas considerará, de forma combinada, os seguintes blocos:

  1. Aderência técnica e arquitetural (Seções 7 a 9 deste documento);
  2. Segurança, compliance e qualidade de software;
  3. Plano de implementação, operação e sustentação;
  4. Equipe, experiência e referências;
  5. Modelo comercial e contratual.

A Contratante poderá atribuir pesos diferenciados a cada bloco e utilizar matriz de pontuação interna. Como referência, sugere-se a seguinte distribuição (ajustável pela Contratante):

  • Aderência técnica e arquitetura: 30%
  • Segurança, dados e requisitos não-funcionais: 25%
  • Implementação, operação e sustentação: 20%
  • Equipe, experiência, referências: 10%
  • Modelo comercial (preço, SLA, condições): 15%

6. Estrutura da Resposta Técnica

Solicita-se que o fornecedor organize a resposta técnica seguindo a mesma estrutura de seções abaixo (7 a 12), respondendo objetivamente a cada ponto.

Para facilitar a avaliação, recomenda-se:

  • Identificar claramente cada item (ex.: “7.1”, “7.2” etc.);
  • Anexar diagramas, documentos de arquitetura, certificados e relatórios de auditoria quando aplicável;
  • Referenciar normas e boas práticas adotadas (ex.: ISO, OWASP, NIST, ITIL, COBIT etc.).

7. Alinhamento com as Tecnologias Definidas

7.1 Tecnologias suportadas pela solução proposta
Descrever:

  • Linguagens, frameworks, bancos de dados, plataformas de nuvem, middleware etc.;
  • Papéis de cada tecnologia na solução;
  • Versões atualmente suportadas.

7.2 Integração com tecnologias existentes da [NOME DA EMPRESA]
Descrever:

  • Como a solução se integra a:
    • APIs REST/GraphQL e serviços existentes;
    • Bancos de dados legados;
    • Ferramentas de mensageria e monitoramento;
  • Padrões/protocolos usados (REST, gRPC, OAuth 2.0, OIDC, SAML, AMQP etc.);
  • Exemplos de integrações semelhantes já realizadas.

7.3 Requisitos de infraestrutura
Descrever:

  • Requisitos de servidores (CPU, RAM, storage, rede);
  • Requisitos de SO, middleware, contêineres e orquestração (Docker, Kubernetes, etc.);
  • Suporte a nuvem pública, privada ou on-premises;
  • Uso de infraestrutura como código (Terraform, Ansible etc.), se houver.

7.4 Aderência ao stack alvo da Contratante
Explicar:

  • Grau de compatibilidade com o stack tecnológico preferencial;
  • Eventuais gaps e seus impactos (curva de aprendizado, necessidade de skills específicos, licenças adicionais).

8. Definição da Arquitetura de Solução

8.1 Arquitetura geral da solução proposta
Descrever:

  • Padrão arquitetural (monolito modular, microserviços, event-driven, hexagonal etc.);
  • Principais camadas (apresentação, negócio, dados, integração);
  • Anexar diagramas (preferencialmente modelo C4: Context, Container, Component).

8.2 Escalabilidade e flexibilidade
Descrever:

  • Estratégias de escalabilidade (horizontal/vertical, auto-scaling, balanceamento de carga);
  • Mecanismos de cache, particionamento de dados e uso de CDN;
  • Capacidade de suportar aumento de usuários, dados e novos módulos.

8.3 Componentes e interações
Descrever:

  • Principais componentes/microserviços, suas responsabilidades e interfaces expostas;
  • Protocolos de comunicação (HTTP/HTTPS, gRPC, mensageria);
  • Dependências externas e tratamento de falhas (retries, timeout, circuit breaker etc.).

8.4 Padrões e boas práticas arquiteturais
Informar:

  • Padrões adotados (12-Factor App, SOLID, DDD, CQRS, Event Sourcing etc.);
  • Como são aplicados na solução proposta.

9. Segurança, Compliance e Arquitetura de Dados

9.1 Medidas de segurança e conformidade (LGPD, GDPR, etc.)
Descrever:

  • Criptografia em trânsito e em repouso;
  • Gestão de identidades e acessos (IAM, RBAC/ABAC, MFA);
  • Atendimentos a LGPD/GDPR: consentimento, minimização, direitos dos titulares, privacy by design/default.

9.2 Prevenção e resposta a incidentes
Descrever:

  • Ferramentas e processos de monitoramento e detecção (SIEM, IDS/IPS, WAF);
  • Processo de resposta a incidentes (baseado em NIST ou equivalente, se aplicável);
  • SLAs de notificação e comunicação com a Contratante.

9.3 Certificações e padrões de segurança
Listar:

  • Certificações: ex. ISO 27001, ISO 27017, ISO 27018, SOC 2, PCI-DSS etc.;
  • Abrangência e periodicidade de auditorias;
  • Disponibilidade de relatórios sob NDA.

9.4 Arquitetura de dados e modelo de dados
Descrever:

  • Tipos de bancos utilizados;
  • Modelo de dados em alto nível (principais entidades, relacionamentos);
  • Padrões de modelagem adotados.

9.5 Armazenamento, processamento e transferência de dados
Descrever:

  • Onde e como os dados são armazenados e processados (batch, streaming, near real-time);
  • Formatos de dados (JSON, Avro, Parquet etc.);
  • Mecanismos de anonimização, pseudonimização e máscara em ambientes não produtivos;
  • Logs e trilhas de auditoria.

9.6 Políticas de retenção, exclusão e governança de dados
Descrever:

  • Regras de retenção para diferentes tipos de dados;
  • Mecanismos para exclusão/anonimização e direito ao esquecimento;
  • Estrutura de governança de dados (papéis, políticas, catálogo/dicionário de dados).

10. Requisitos Não-Funcionais

10.1 Performance
Informar:

  • Metas de tempo de resposta (p95, p99) por tipo de operação;
  • Capacidade de throughput;
  • Metodologias e ferramentas de testes de performance e carga, incluindo exemplos/benchmarks.

10.2 Usabilidade, acessibilidade e internacionalização
Descrever:

  • Abordagem de UX (design system, testes com usuários, guidelines);
  • Conformidade com normas de acessibilidade (ex. WCAG 2.1 AA) e recursos oferecidos;
  • Suporte a múltiplos idiomas, moedas, formatos de data/hora e fusos horários.

10.3 Disponibilidade e recuperação de desastres
Descrever:

  • Nível de disponibilidade proposto (SLAs, ex. 99,5%, 99,9%);
  • Estratégias de alta disponibilidade e redundância;
  • Plano de recuperação de desastres (RPO, RTO, testes periódicos).

10.4 Manutenibilidade e extensibilidade
Descrever:

  • Práticas de desenvolvimento que facilitam manutenção (modularidade, padrões de projeto);
  • Políticas de versionamento de APIs e depreciação de funcionalidades;
  • Cobertura de testes automatizados desejada/alcançada.

11. Estratégia de Implementação, Operação e Sustentação

11.1 Plano de implementação
Descrever:

  • Fases do projeto, principais entregáveis e marcos;
  • Estimativas de esforço e duração total;
  • Dependências críticas e pré-requisitos.

11.2 Gestão de riscos de implementação
Descrever:

  • Principais riscos identificados e sua classificação (probabilidade x impacto);
  • Ações de mitigação para cada risco;
  • Processo de revisão periódica de riscos com a Contratante.

11.3 Transferência de conhecimento
Descrever:

  • Plano de treinamentos (conteúdo, formato, carga horária, público-alvo);
  • Documentação a ser entregue (manuais, runbooks, guias de arquitetura);
  • Plano de handover e período de hypercare pós-go-live.

11.4 Operação, suporte e manutenção contínua
Descrever:

  • Modelo de suporte (horário de atendimento, canais, níveis);
  • SLAs de atendimento e resolução por criticidade;
  • Processos de gestão de incidentes, problemas e mudanças (base ITIL, se aplicável).

11.5 Atualizações, roadmap e monitoramento
Descrever:

  • Política de releases (correções, novas funcionalidades, patches de segurança);
  • Como o roadmap é definido e comunicado aos clientes;
  • Abordagem de observabilidade (logs, métricas, traces, dashboards, alertas).

12. Ciclo de Vida de Desenvolvimento de Software (SDLC)

12.1 Processo de desenvolvimento
Descrever:

  • Metodologia adotada (ágil, híbrida etc.);
  • Papéis e ritos (sprints, dailies, reviews, retrospectivas);
  • Definition of Ready (DoR) e Definition of Done (DoD).

12.2 Garantia de qualidade (QA)
Descrever:

  • Tipos de testes realizados;
  • Ferramentas de automação e alvo de cobertura de testes;
  • Processo de homologação com o cliente.

12.3 Revisão de código, CI/CD e segurança no desenvolvimento
Descrever:

  • Processo de code review (pull requests, pair programming);
  • Pipeline de CI/CD (ferramentas, gates de qualidade, SAST/DAST, SCA);
  • Adoção de OWASP Top 10/ASVS e treinamentos de desenvolvimento seguro.

12.4 Gestão de requisitos e mudanças funcionais
Descrever:

  • Ferramentas para gestão de requisitos/backlog;
  • Processo de priorização (envolvimento da Contratante);
  • Controle de versões e gestão de mudanças.

13. Equipe, Experiência e Referências

13.1 Composição da equipe proposta
Descrever:

  • Papéis, quantidade de profissionais e senioridade;
  • Tempo de empresa e experiência em projetos similares.

13.2 Experiência em projetos similares
Apresentar pelo menos 3 casos de sucesso com:

  • Setor, escopo e complexidade similares;
  • Desafios principais e soluções adotadas;
  • Indicadores de resultado (quando possível).

13.3 Referências de clientes
Fornecer:

  • Contatos ou depoimentos de clientes (quando permitido);
  • Links para estudos de caso, prêmios ou reconhecimentos, se houver.

14. Modelo Comercial e Condições Contratuais

14.1 Modelo de licenciamento e precificação
Descrever:

  • Tipo de licenciamento (SaaS, on-premises, híbrido, por usuário, por volume etc.);
  • Itens de custo (implantação, licenças, suporte, treinamento, customizações);
  • Eventuais custos adicionais (infraestrutura, terceiros, migração de dados).

14.2 SLAs e penalidades
Apresentar:

  • SLAs de disponibilidade, suporte, correções;
  • Penalidades em caso de descumprimento de SLAs;
  • Mecanismos de revisão de SLAs ao longo do contrato.

14.3 Condições contratuais relevantes
Descrever:

  • Prazo contratual proposto;
  • Condições de rescisão, renovações, reajustes;
  • Propriedade intelectual, confidencialidade e tratamento de dados;
  • Cláusulas relacionadas a vendor lock-in e portabilidade de dados.

15. Disposições Finais

  • A participação nesta RFP não obriga a [NOME DA EMPRESA] a contratar qualquer fornecedor;
  • A [NOME DA EMPRESA] reserva-se o direito de:
    • Solicitar esclarecimentos e informações adicionais;
    • Negociar condições específicas com um ou mais fornecedores;
    • Cancelar ou suspender esta RFP a qualquer momento, sem obrigação de indenização.

Se quiser, posso agora:

  • Transformar este modelo em um roteiro de pontuação (matriz com critérios, pesos e campos de nota), ou
  • Enxugar o texto para uma versão “curta” da RFP, se você precisar de algo mais objetivo para circular internamente.

Prompt

Transformar este modelo em um roteiro de pontuação (matriz com critérios, pesos e campos de nota)

Abacus

Abaixo está um roteiro de pontuação pronto para virar planilha de avaliação dos 5 fornecedores, seguindo o modelo de RFP que montamos.

1. Escala de notas sugerida (para todas as linhas)

Use a mesma escala de 0 a 5 em todos os critérios:

  • 0 – Não atende / não informado
  • 1 – Atende de forma muito insuficiente
  • 2 – Atende parcialmente, com lacunas relevantes
  • 3 – Atende adequadamente ao requisito
  • 4 – Atende bem, com boas práticas evidentes
  • 5 – Atende de forma exemplar / referência de mercado

Em Excel/Sheets, a pontuação ponderada por linha pode ser:

=Peso * Nota / 5

Ex.: se Peso = 8 e Nota = 4 → Pontuação = 8 * 4 / 5 = 6,4.


2. Estrutura de colunas sugerida para a planilha

Crie uma aba com as colunas:

  • ID
  • Bloco (macrocritério)
  • Critério
  • Descrição do que será avaliado
  • Peso (%)
  • Nota Fornecedor 1 (0-5)
  • Pontuação Fornecedor 1
  • Nota Fornecedor 2 (0-5)
  • Pontuação Fornecedor 2
  • … até o Fornecedor 5.

3. Matriz de critérios, pesos e descrições (total = 100 pontos)

Você pode copiar as linhas abaixo para montar a planilha.

BLOCO 1 – Aderência Técnica e Arquitetura (30%)

ID Critério Descrição do que será avaliado Peso (%)
1.1 Tecnologias suportadas e aderência ao stack Aderência das linguagens, frameworks, bancos, nuvem e demais tecnologias ao stack preferencial da empresa e versões suportadas. 8
1.2 Integrações com sistemas existentes Facilidade, padrões e experiência em integrar com APIs, bancos legados, mensageria, monitoramento e SSO já existentes. 8
1.3 Requisitos e compatibilidade de infraestrutura Clareza, razoabilidade e flexibilidade dos requisitos de infra; uso de contêineres, Kubernetes, IaC e suporte multi-cloud/on-prem 7
1.4 Arquitetura geral e escalabilidade Qualidade da arquitetura proposta (microserviços/monolito modular, C4, padrões) e capacidade de escalar e evoluir a solução. 7

Subtotal bloco 1 = 30.


BLOCO 2 – Segurança, Dados e Requisitos Não-Funcionais (25%)

ID Critério Descrição do que será avaliado Peso (%)
2.1 Segurança da informação e compliance Aderência a LGPD/GDPR, privacy by design, criptografia em trânsito/repouso, IAM, RBAC/ABAC, segurança de desenvolvimento (OWASP etc.). 10
2.2 Arquitetura de dados e governança Modelo de dados, qualidade de dados, anonimização/máscara, trilhas de auditoria, políticas de retenção e exclusão, governança de dados (papéis, catálogo, políticas). 7
2.3 Performance e disponibilidade Metas de tempo de resposta, throughput, resultados de testes de carga, estratégia de HA, níveis de disponibilidade, RPO/RTO de DR. 5
2.4 Usabilidade, acessibilidade e internacionalização Adoção de boas práticas de UX, evidências de testes com usuários, aderência a WCAG 2.1, recursos de acessibilidade e suporte a múltiplos idiomas/formatações. 3

Subtotal bloco 2 = 25.


BLOCO 3 – Implementação, Operação e Sustentação (20%)

ID Critério Descrição do que será avaliado Peso (%)
3.1 Plano de implementação e gestão de riscos Clareza do plano por fases, cronograma, marcos, dependências, identificação de riscos de implantação e planos de mitigação. 8
3.2 Transferência de conhecimento Qualidade do plano de capacitação (treinamentos, workshops, documentação, runbooks, handover, período de hypercare). 4
3.3 Operação, suporte e sustentação Modelo de suporte (24×7/8×5), SLAs, processos de incidentes/problemas/mudanças, canais de atendimento, maturidade operacional (ITIL ou similar). 8

Subtotal bloco 3 = 20.


BLOCO 4 – Equipe, Experiência e Referências (10%)

ID Critério Descrição do que será avaliado Peso (%)
4.1 Equipe dedicada ao projeto Composição, senioridade, estabilidade da equipe, clareza dos papéis (arquiteto, dev, QA, DevOps, GP etc.) e adequação ao porte/complexidade. 4
4.2 Experiência e referências Quantidade e qualidade de casos similares, indicadores de sucesso, referências de clientes, prêmios/estudos de caso relevantes. 6

Subtotal bloco 4 = 10.


BLOCO 5 – Modelo Comercial e Condições Contratuais (15%)

ID Critério Descrição do que será avaliado Peso (%)
5.1 Modelo de licenciamento e custos Clareza e competitividade da proposta de preços (implantação, licenças, suporte, customizações), previsibilidade de custos e eventuais dependências de terceiros. 8
5.2 SLAs, penalidades e cláusulas contratuais Adequação de SLAs de disponibilidade e suporte, penalidades por descumprimento, equilíbrio contratual (propriedade intelectual, portabilidade de dados, lock-in, rescisão e renovação). 7

Subtotal bloco 5 = 15.


4. Exemplo de linha em formato “tabela para Excel”

Você pode montar algo assim (uma linha por critério, colunas por fornecedor):

ID Bloco Critério Peso (%) Nota F1 Pontuação F1 Nota F2 Pontuação F2
1.1 Aderência Técnica e Arquitetura Tecnologias suportadas e aderência ao stack 8 4 =D2*E2/5 3 =D2*G2/5

Onde:

  • Peso (%) está em D2, Nota F1 em E2, Pontuação F1 em F2, etc.

No final da planilha, para cada fornecedor:

= SOMA(Todas as Pontuações daquele fornecedor)

O resultado será a nota total (0 a 100) daquele fornecedor, já ponderada pelos pesos.


Se quiser, posso montar agora:

  • Uma versão “pronta para colar” em CSV (texto) para importar direto na planilha, ou
  • Sugerir fórmulas completas (com faixas de linhas) para somar automaticamente os blocos e o total por fornecedor.

 

Pão Creme de leite

Ingredientes da receita de pão com creme de leite

  • 5 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher rasa de chá de sal
  • 10g de fermento biológico seco.
  • 300mL de água morna
  • 1 ovo (para pincelar)

Modo de preparo

  1. Em um bowl, adicione a água morna e o fermento e misture bem.
  2. Acrescente o açúcar e o creme de leite. Misture novamente.
  3. Adicione agora o sal e a farinha de trigo, aos poucos.
  4. Incorpore todos os ingredientes.
  5. Transfira para uma bancada enfarinhada e sove a massa até ela ficar lisa e homogênea.
  6. Divida a massa em duas partes iguais e abra cada uma com um rolo.
  7. Enrole as massas e coloque em formas de pão untadas e enfarinhadas.
  8. Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.
  9. Pincele um ovo sobre os pães.
  10. Asse em forno a 180°C, preaquecido, até dourar.
  11. Agora é só saborear seu maravilhoso pão de creme de leite!

Receita de sorvete com Tang

Aqui está uma receita simples de sorvete feito com Tang e emulsificante:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de Tang
  • 1 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de sopa de emulsificante
  • 4 xícaras de leite
  • 1 colher de chá de essência de baunilha (opcional)

Instruções:

  1. Em uma tigela, misture o Tang, o açúcar e o emulsificante até ficar homogêneo.
  2. Adicione o leite e a essência de baunilha (se desejar) à mistura de Tang e misture bem.
  3. Despeje a mistura em uma forma de sorvete e congele por pelo menos 6 horas ou até ficar firme.
  4. Sirva o sorvete e aproveite!

Nota: O tempo de congelamento pode variar de acordo com o tamanho da forma e o tipo de freezer. Verifique o sorvete de vez em quando para garantir que esteja congelando uniformemente.

Salesforce Integração

Este post apresenta estratégias de integração entre sistemas legados e fornecedores.

Object x Remote Process Invocation

Acompanhando soluções de Salesforce, integrando com sistemas externos, um ponto que me questionam é sobre utilizar o Salesforce como interface de sistemas legados, utilizando integração por APIs.

Remote Process Invocation

O Remote Process Invocation define que os dados não sejam armazenados no Salesforce, sendo integrado através de APIs

Veja mais sobre esse assunto aqui.

Remote Process Invocation - State Tracking Using Lightning
VantagensDesvantagens
Armazenamento em tempo real no Remote System.
Tratamento de Segurança da Informação centralizada no Remote System.
Caso o Remote System esteja offline, o Salesforce também ficará.
Não utilizar Object, toda facilidade de gestão e permissão, que o Salesforce fornece, deve ser implementada no Remote System.

MongoDB – Principais Comandos

Este post tem objetivo de demonstrar os principais comandos do MongoDB.

Banco de dados

> show dbs

Lista os bancos existentes.

> use [NOME_DO_BANCO]

Define o banco como ativo. Significa que todas as demais operações serão aplicadas no banco ativo.

Collections (Coleções)

> show collections

Lista todas as collections existentes no banco ativo.

> db.[COLLECTION].find()

Lista todos os registros na Collection informada.

> db.getCollectionInfos()

Retorna toda a informação das Collections (nome, tipo, índices, etc).

> db.[COLLECTION].help()

Apresenta todos os métodos permitidos na Collection.

> db.runCommand ( { compact: '[COLLECTION]', paddingFactor: 1.1 } )

Efetua a compressão e defragmentação da Collection. O paddingFactor padrão é 1.0.